21/01/2021

Jesus Cristo



Um magnífico poema que expressa a experiência direta da transfiguração em Cristo, do que poderá ser uma visão poética da Redenção, verdadeira joia da espiritualidade mística e não-dual cristã: 

“Nós despertamos no corpo de Cristo
à medida que Cristo desperta nos nossos corpos
e a minha pobre mão é Cristo. Ele entra
no meu pé e é infinitamente eu. 

Movo a minha mão e maravilhosamente 
a minha mão torna-se Cristo, torna-se todo Ele
(pois Deus é indivisivelmente 
inteiro, sem costura na sua Divindade).

Movo o meu pé e de imediato
ele aparece num relâmpago.
As minhas palavras parecem blasfemas? – Então
abre o teu coração a Ele

E deixa-te receber aquele 
Que se está a abrir a ti tão profundamente.
Pois se genuinamente O amamos, 
Nós despertamos dentro do corpo de Cristo

Onde todo o nosso corpo, em todo o lado,
cada mais escondida parte dele,
é reconhecido na alegria como Ele.
E Ele torna-nos totalmente reais.

E tudo o que está ferido, tudo
o que nos parecia escuro, áspero, vergonhoso,
mutilado, feio, irreparavelmente 
mutilado, é Nele transformado

e reconhecido como inteiro, adorável,
radiante na sua luz.
Nós despertamos como o Amado
em cada última parte do nosso corpo”


 São Simeão, o Novo Teólogo (949-1022), “Corpo de Cristo"







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